[…] Quando eu achei que o meu mundo estava quebrado, e não tinha ninguém para me estender a mão, o silêncio apodreceu minha mente, como um rastro de destruição tomada pelo caos, uma brecha que abrira entre meus sonhos fragilizados e minha realidade abstrata. Eu me via cheio de dor, porém vazio. Fuji para dentro da escuridão, para não sentir medo de escuro, fuji de mim mesmo pra não cometer suicídio, me refugiei nos gritos distantes que eu ouvira quieto, que acalmou minha alma naquele momento de aflição […] A escuridão já não me provoca pânico, e assim renuncio toda luz, abandono minhas lágrimas e meus traumas, morro para tudo e todos, e então começo a viver pra mim, viver assim, viver vivendo. (PdM)